A minha criança

E eu estava lendo o artigo “Do que falamos quando falamos de educação inovadora”, artigo este escrito por Elena Crescia e publicada na revista do SESC SP de outubro[1], quando leio o paragrafo final:

“Deixo uma provocação: Como podemos nós, adultos, perder o medo de errar, de tentar coisas novas, de sermos autênticos, de sermos vulneráveis, de falarmos o que sentimos? Só cuidando de nós mesmos conseguiremos verdadeiramente trazer melhorias para a educação das nossas crianças.”

E fiquei pensando em idiomas. E fiquei pensando em aprendizagens. E fiquei pensando em hiperlinks. E fiquei pensando em o que é ser adulto. Em trocas. Em redes.

Nós nunca deixamos de ser crianças, mesmo quando nos tornamos adultos.

Mas desaprendemos a falar com a nossa criança.

Não a ouvimos mais.

Nós a subestimamos.

Nós ignoramos solenemente todos hiperlinks que nos ligam a ela.

E depois não entendemos a profunda solidão em que nos sentimos.

Nós literalmente nos perdemos de nós mesmos.

E seguindo esta linha de raciocínio, onde na frase se lê “… Só cuidando de nós mesmos …” eu colocaria “só conversando de verdade com a nossa criança, nós, crianças-adultos, voltaremos a conversar e a entender as outras crianças”.

Crianças-adultos e crianças.

Adulto-criança

Adulto-criança

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[1] Revista E – outubro de 2016, número 4, ano 23 – sescsp.org.br/revistae – pp. 44-45.

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