O ovo da serpente ( ou da capacidade de não se enxergar o mal)

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And therefore think him as a serpent’s egg/Which hatch’d, would, as his kind grow mischievous;/And kill him in the shell. by Brutus in Shakespeare’s Julius Caesar

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Hoje, lendo alguns posts no Facebook, principalmente um do Augusto de Franco, me veio a mente um filme que seria  essencial para os dias de hoje:

O Ovo da Serpente (1977) , título original “The Serpent’s Egg

The_Serpent's_Egg

Nunca vi muitos filmes do Ingmar Bergman e nem da Liv Ullmann, mas este… e como o David Carradine trabalha bem aqui…

Vi em um cinema, tela grande, sala escura… e sensação que eu tinha era que queria sair correndo dali, mas ao mesmo tempo me sentia grudada à poltrona.

O filme se passa na Alemanha, na Berlin da década de 20, em um período notadamente pré-nazismo, e o que tenho a dizer é que poucas vezes um filme me fez ficar tão aterrorizada quanto este, principalmente quando eu sabia que não era ficção.

Você ver um mal denso, quase sólido, chegando… e a maioria das pessoas não perceberem, achando que é temporário, e as que percebem estando totalmente impotentes para fazer qualquer coisa, ou mesmo fugir.

Aterrador.

A capacidade humana de transformar seu meio em um inferno sempre me surpreendeu.

E continua me surpreendendo.

The Serpents Egg

 

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