Atrás da Lua

Porque…

Publicado em Gerais por mariacera em 12 12UTC agosto 12UTC 2011

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A secretaria bate a porta, e entra:

- há uma senhora na recepção que insiste em falar com o senhor. Disse que era para lhe entregar seu cartão, que o senhor saberia do que se tratava.

Ela entregou a ele o cartão e ele empalideceu. Sem voltar a olhar para sua secretária, disse que poderia fazer a pessoa vir até ele.

Não estava preparado para isso. Achou por anos que estaria, mas não estava.

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sonho 2

Publicado em Gerais por mariacera em 21 21UTC julho 21UTC 2010

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São Paulo. Em frente a Igreja São Bento. Dia comum. Tempo comum. Verão.

Eu estava voltando para o metrô, olho a frente e não sei porque um rapaz me chamou a atenção.

Uns vinte anos?  Magro, mais alto que eu, moreno. Cabelos negros.

Repentinamente, ele se vira e fica de frente para mim. Não o conheço.

E olho seus olhos. De “um azul tão claro e profundo que doía aos olhos”. Eu congelei. Eu conheço estes olhos. Dos meus sonhos. De outras vidas. De muitas vidas. Eu conheço estes olhos…

Eu congelei. Eu senti calor. Eu senti alegria. Eu senti uma tristeza profunda.

Eu me virei e corri.

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Sonho

Publicado em Gerais por mariacera em 21 21UTC julho 21UTC 2010

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Acordei quase em pânico, suando muito, quase saltando da cama.

O que eu tinha sonhado? Com quem ou o que eu tinha sonhado?

“Tudo era de um azul tão claro e profundo que doía aos olhos. Era tão irreal, tão denso, tão azul.

Eu me sentia como num filme, a câmara rodando em minha volta, como se estivesse sendo filmada com uma grua, a beira de um precipício.

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Um quarto

Publicado em Gerais por mariacera em 21 21UTC julho 21UTC 2010

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Um quarto de hotel, uma praça, chuva fria.

Eu estava num quarto de hotel, olhando pela janela, grande, a praça e a chuva fria e fina que caia insistentemente.

Solidão.

Estou aqui por vontade própria, num local cheio de gente, várias que eu conheço, várias que vou conhecer. Mas sinto solidão.

Não posso te escrever, não posso mandar um –email, ou mandar uma DM pelo Twitter.

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Desencontros

Publicado em Gerais por mariacera em 10 10UTC maio 10UTC 2010

Eu só pensava nele.

De certa maneira parece que minha vida girava em torno disso.

Mas eu havia cansado.

Eu percebia o interesse dele, mas era tudo tão sutil, que as vezes eu achava que estava imaginando coisas.

E eu não estava só.

Dois interesses, um real, o outro…

Mas eu achava que não entendia como podia gostar tanto de alguém que eu não conhecia tanto assim. Mas eu entendia, eu sabia o que ele era, o que ele era naquela parte que não mostramos a ninguém, que é só nossa. Não conhecia tudo do seu dia a dia, mas me sentia como se o conhecesse desde sempre.

E isso estava me deixando maluca.

E eu desisti.

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Visões

Publicado em Gerais por mariacera em 10 10UTC maio 10UTC 2010

Eu a vi antes dela me ver.

Não sei como ela estava ali, não marcamos, não combinamos nada.

Aliás, no momento esta era a essência de nosso “não-relacionamento”: não marcávamos nada, fazíamos de conta que nada estava acontecendo, nos encontrávamos “por acaso”.

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Sonho

Publicado em Gerais por mariacera em 10 10UTC maio 10UTC 2010

Acordei quase em pânico, suando muito, quase saltando da cama.

O que eu tinha sonhado? Com quem ou o que eu tinha sonhado?

“Tudo era de um azul tão claro e profundo que doía aos olhos. Era tão irreal, tão denso, tão azul.

Eu me sentia como num filme, a câmara rodando em minha volta, como se estivesse sendo filmada com uma grua, a beira de um precipício.

Era só você se voltar, olhar para mim, para que eu me sentisse em algo real, novamente. E você olhou. Como eu mergulhei nos seus olhos, sem pensar, sem vacilar um segundo sequer. Era como se todo meu mundo estivesse ali.

Você voltou. Eu voltei.

Eu vi sua mão vindo em minha direção e esperei. Sua mão em meus cabelos me deu uma sensação que provavelmente nunca mais vou ter. Eu ouvi uma melodia ecoar em todo meu corpo. Melancólica, abissal, tão profunda quanto seus olhos.

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Happy End

Publicado em Gerais por mariacera em 10 10UTC maio 10UTC 2010

Por que por tanto tempo me culpei?

Acabou. Ponto.

Não dá para se responsabilizar pela felicidade dos outros.

A tristeza dela e sua expressão me perseguem até hoje. Não as lágrimas, não o choro, mas o vazio que vi nos seus olhos.

E me deu uma mistura de dó e raiva que ainda me “trava” a boca quando me recordo deles.

Por que ela achou que eu poderia ser o responsável eterno pela felicidade dela?

Quem lhe deu este direito?

Quem lhe deu o direito de me jogar no limbo dos traidores só porque eu não a amava mais o suficiente para continuarmos sendo um casal?

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Eu quero só você…

Publicado em Gerais por mariacera em 9 09UTC maio 09UTC 2010

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1- Eu sei que escrever isso para você é meio… muito chavão, mas eu não queria te magoar. Mas eu te ver com ‘aquele’ me deixou tão mal que acabei agredindo você. Tenho ciúmes dele. Ele é tão tanta coisa mais que eu. Porque você ficaria comigo e não com ele? E não me fale que ele não gostaria. Aquele olhar não dá para achar que é outra coisa. E eu me perdi. Dentro da minha própria…insegurança? Mediocridade? E fico de novo com aqueles pensamentos circulares malucos, ‘por que você ficaria comigo?’

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A Sabedoria do Dragão e da Libélula

Publicado em Gerais por mariacera em 8 08UTC maio 08UTC 2010

Era uma libélula.

As vezes se sentia forte e poderosa, outras vezes absolutamente insignificante.
Singrava os ares, surfava nas correntes de vento, ia a lugares que não sabia voltar.

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